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31 de ago de 2013

FUTEBOL DO PIAUI 2013: EM JOGO DE 70 MINUTOS PIAUI PERDE PARA A ÁGUA BRANCA


Piauí é derrotado no amistoso contra Água Branca

Cumprindo apresentação de caráter amistoso na tarde deste sábado (31), no Estádio Luzia Bezerra Sales, em Água Branca (90 km ao sul de Teresina), o Piauí foi derrotado pelo time da casa - o Água Branca -, pela contagem mínima. Devido a falta de iluminação adequada para a prática do futebol em horário noturno, o amistoso teve apenas 70 minutos (dois tempos de 35).

Ao que pese o resultado adverso, o Piauí fez uma boa atuação, principalmente no 1° tempo, mas não conseguiu transformar em gol as oportunidades criadas por seus jogadores. Água Branca, por sua vez, foi mais eficiente e colocou número no marcador quando o cronômetro apontava 19 minutos do 2° tempo - gol de Diego.

Fabiano, Thiago Campelo e Victor foram os jogadores que mais se destacaram entre os rubroanis, cuja equipe atuou com Lucas (Joel); Paulo Victor (Pablo), Thiago Campelo, Jó e Aílson (Rômulo); Diego (Dindê), Binha (Girlan), Victor e Jeová Júnior (Cleitinho); Maranhão (Luquinha) e Fabiano.

FONTE:SITEDOBUIM.BLOGSPOT.COM

30 de ago de 2013

FUTEBOL DO PIAUI 2013:JÓ ESPERA DAR A VOLTA POR CIMA


Vindo de lance polêmico na final do Piauiense, ex-River-PI garante não haver mágoas, mas aposta em novo começo no Enxuga Rato na Copa Piauí

Por Teresina
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Jó, zagueiro do River-PI (Foto: Wenner Tito/GLOBOESPORTE.COM)Jó, zagueiro ocupa vaga ao lado de Thiago Campelo
(Foto: Wenner Tito/GLOBOESPORTE.COM)
Braçadeira de capitão é algo natural para Thiago Campelo e Jó, a nova dupla de zaga do Piauí. Ela não deve mudar de braço, mas ganhou um candidato. Chegando ao rubro- anil, o jogador que atuou pelo River-PI na última temporada busca trazer para a equipe um pouco mais de experiência.

Propostas não faltaram, cotado para integrar o elenco do Ferroviário, do Ceará, o zagueiro preferiu continuar no futebol piauiense e aceitou o convite do presidente Jacob Júnior para vestir a camisa do Enxuga Rato. Buscando se destacar pela experiência, ele chegou ao clube na última quarta-feira (28) com todo o gás.

- Esse foi o segundo convite que eu recebi do presidente Jacob e, como o River-PI não entrou no campeonato, resolvi jogar pelo time. Vim para tentar ajudar com minha experiência já que o grupo tem jogadores bem novos – comentou Jó.

Mesmo tendo feito uma campanha consistente com sua antiga equipe, que chegou ao vice-campeonato estadual, o gol que decidiu o campeonato contou com o desvio do zagueiro.Saindo de campo contestado pela torcida, Jó garante que o mal estar passou e agora é o momento de começar uma nova fase.

- Fizemos um bom trabalho durante todo o campeonato, mas estamos sujeitos a erros. Infelizmente foi um lance infeliz e nos resta trabalhar bastante para trazer o título para o Piauí – completou o jogador.

Durante coletivo realizado na tarde de quinta-feira (29), o jogador teve sua primeira experiência integrando a nova equipe. O time disputa amistoso contra a Seleção de Água Branca, nessa sexta-feira (30). Augusto Melo e Marcão, técnicos do Piauí, não mexeram na base do grupo que disputou o Estadual com a entrada somente de Jó e a entrada obrigatória dos jogadores do Sub-23

fonte:globoesporte.com/piaui

FUTEBOL DO PIAUI 2013: FLAMENGO VAI AO MARANHÃO REALIZAR AMISTOSO


FUTEBOL DO PIAUI 2013:PIAUI REALIZA AMANHÃ AMISTOSO EM ÁGUA BRANCA


28 de ago de 2013

FUTEBOL DO PIAUI 2013:PAULO MORONE RETORNA AO FLAMENGO EM BUSCA DA SEGUNDA VAGA PARA A COPA DO BRASIL



Paulo Moroni, treinador do Parnahyba (Foto: Josiel Martins)Após duas temporadas pelo Parnahyba, Moroni irá
comandar o Flamengo-PI (Foto: Josiel Martins)
A novela acabou. Após vários nomes especulados, Paulo Moroni foi confirmado como novo técnico do Flamengo-PI. O treinador aceitou a proposta feita pela diretoria rubro-negra na manhã desta quarta-feira (28) e se apresenta já na sexta para começar os trabalhos para Copa Piauí.
O rubro-negro treina para a competição há cerca de 15 dias. Apenas trabalhos físicos estão sendo realizados até o momento, sob a coordenação do preparador Zecão. Na busca por um técnico, nomes como Oliveira Canindé e Nelson Mourão foram cotados, além de Josué Teixeira, que comandou a equipe no Piauiense. No fim, o acerto foi realizado mesmo com Paulo Moroni.
- Por que eu iria trazer alguém de fora se eu tenho o melhor treinador piauiense, um cara campeão? Se eu posso ter ele no meu time, não vou aventurar trazendo alguém de fora - diz Valter Maranhão, supervisor de futebol do clube.
Passagem
Moroni chega após duas temporadas comandando o Parnahyba. Pelo time do litoral, ele conquistou o Campeonato Piauiense em 2012 e 2013, foi eliminado na primeira partida da Copa do Brasil 2013 e ficou em terceiro lugar no Grupo A2 da Série D do Campeonato Brasileiro.
No rubro-negro piauiense, esta será a terceira passagem de Paulo Moroni. Ele já comandou a equipe em 2003 e em 2009, sendo campeão estadual nas duas temporadas.

FONTE:GLOBOESPORTE.COM/PIAU
I

27 de ago de 2013

FUTEBOL DO PIAUI 2013;FFP ANTECIPA ABERTURA DA COPA PIAUI

A Copa Piauí tem uma nova data para começar. Na noite desta terça-feira (27), a Federação de Futebol do Piauí (FFP) divulgou mudança na tabela do torneio que dá ao campeão a vaga na Copa do Brasil do próximo ano. A competição começa no dia 6 de setembro.
A alteração na tabela foi feita a pedido do 4 de Julho, mandante do jogo de estreia. O clube alega a realização da Marcha Cívica no mesmo horário da partida contra o Flamengo-PI. Com isso, o confronto acontece na sexta-feira (6), às 20h, na Arena Ytacoatiara.
Quatro clubes estão na disputa da Copa Piauí: 4 de Julho, Flamengo-PI, Piauí e Picos. A primeira rodada será fechada no domingo (8), quando Enxuga Rato e Zangão duelam no Estádio Lindolfo Monteiro a partir das 17h.

fonte;globoesporte.com/piaui

FUTEBOL DO PIAUI 2013: ELIMINAÇÃO DO PARNAHYBA E DESTAQUE EM REDE NACIONAL


FUTEBOL DO PIAUI 20013:FLAMENGO E PIAUI INTENSIFICAM TREINOS VISANDO ÚLTIMA VAGA PARA A COPA DO BRASIL


26 de ago de 2013

FUTEBOL DOP PIAUUI 2013:COPA METROPOLITANO MOVIMENTA FUTEBOL AMADOR


FUTEBOL DO PIAUI 2013:PARNAHYBA PERDE E FICA FORA DO BRASILEIRÃO


FUTEBOL DO PIAUI 2013:ALBERTÃO COMPLETA 40 ANOS SEM TER O QUE COMEMORAR



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Header Especial Albertão - VALENDO (Foto: Arte: Adelmo Paixão)
Domingo, 26 de agosto de 1973. Teresina, Estádio Albertão. O relógio marca 26 minutos, e o árbitro pernambucano Sebastião Rufino interrompe a partida que só continuaria cerca de 40 minutos depois. A pergunta que você deve estar se fazendo provavelmente é a mesma das mais de 30 mil pessoas que acompanhavam o jogo entre Tiradentes-PI e Fluminense naquele dia: o que está acontecendo?
Estádio Albertão, em Teresina (Foto: Regis Falcão/CCom)Para a inaguração, Albertão tinha apenas três torres de iluminação. Quatro décadas depois, estádio está fechado para passar por adaptações na segurança e acessibilidade  (Foto: Regis Falcão/CCom)
Por um mal entendido, o jogo parou. O momento aguardado ansiosamente pelos piauienses virou, subitamente, palco de terror. A inauguração do Estádio Albertão até hoje é relembrada por uma tragédia. Exatamente 40 anos depois, o GLOBOESPORTE.COM/PI buscou, a partir de depoimentos e pesquisa histórica, recontar o que aconteceu naquele domingo sombrio. A reportagem é a primeira da série que resgatará os momentos mais importantes da história do maior estádio do Piauí.
Há quatro décadas, um torcendo gritava da “geral” que o Albertão estava caindo, depois de um tremor causado devido à passagem de um avião que sobrevoou o estádio. O desespero, decorrido muito porque o público sabia que naquele momento o estádio estava somente com a primeira fase de sua construção concluída, tomou conta do espetáculo. O jogo entre o Tiradentes-PI e o então campeão carioca, Fluminense, foi suspenso para que jogadores e jornalistas socorressem os feridos. São eles, inclusive, que discordam do número de mortes divulgado oficialmente. Os dados da época apotam cinco pessoas. Para quem estava no estádio naquele domingo, o número de mortos é superior aos divulgados oficialmente em uma das maiores tragédia do Estado.
“Você olhava e parecia as ondas do mar ou uma fumaça. Parecia que tudo estava se acabando. Era uma tragédia, lembro-me de ter falado exatamente isso no rádio”
Uma obra desacreditada.  A grandiosidade e o curto prazo para ser executada foi, até a data marcada para a inauguração, a principal descrença em torno dela. Depois das mudanças nos prazos, o anúncio de que seria inaugurada antes do previsto, com apenas a primeira etapa concluída, resultou em mais insegurança.
MOSAICO : 40 anos do estádio Albertão. (Foto: Náyra Macêdo)Jornal O DIA relata em suas páginas a inauguração e a tragédia do Estádio Albertão. (Foto: Náyra Macêdo)
O ‘Abertão’ foi um dos primeiros estádios dos Nordeste a ser construído naquele contexto. Era Ditadura Militar. A política dominante era a ‘do pão e circo’: os militares derramavam dinheiropara construção de estádios para oferecer uma maneira de entretenimento ao povo. Estes  esqueciam as mazelas do país.
Em tempo recorde, a ideia para a construção do estádio saiu do papel em setembro de 1971. Dois anos depois, estava agendada a inauguração para o dia sete de setembro. Mas, na contramão do que acontece no Brasil, a entrega da obra foi antecipada. Faltando pouco tempo antes de encerrar o prazo, Alberto Silva, então governador do Piauí, remarcou o momento histórico para o dia 26 de agosto de 1973. A obra foi entregue com apenas a primeira etapa concluída.
Estádio Albertão (Foto: Renan Morais/GLOBOESPORTE.COM)Estádio Albertão 40 anos depois da tragédia
(Foto: Renan Morais/GLOBOESPORTE.COM)
Na ata de assinatura do contrato entre a construtora responsável pela obra e o governo, estava detalhada a inauguração do estádio: “No dia 26 de agosto, o Albertão abrigará no mínimo 35 mil torcedores, sendo um 1 mil cadeiras cativas, 2 mil cadeiras enumeradas, 25 mil em arquibancada e 7 mil nas gerais. Para facilitar o trânsito interno, funcionarão 30 roletas nos portões de entrada e haverá 7 portões de saída. Quatro unidades efetuarão a venda de bilhetes em 24 guinches. Cinco vestiários estão prontos, sendo dois para jogadores, um para juízes, um para policiais e um para gandulas. Por fim, as estações de rádio estão divididas em 10 cabines"
Depois do Albertão, veio o Castelão, em Fortaleza (CE), o Castelão de São Luís (MA), o Amigão (PB), dentre outros. Esse fenômeno deu origem ao ditado “Onde o Arena (partido do Governo) vai mal, um time no Nacional”. Assim, cada Estado que construía grandes estádios, um time representante tinha o direito de ingressar na competição.
Foi o desejo de inscrever o Tiradentes no Campeonato Nacional, equivalente ao Brasileirão de hoje, que levou o então governador Alberto Silva a buscar condições, muitas inusitadas, para que o Piauí recebesse grandes clubes a partir daquele ano.
O anseio pelo espetáculo era tamanho que nem a tragédia o encerrou. Depois da partida entre Tiradentes-PI e Fluminense, que não poderia ter tido outro resultado além do 0 a 0, no dia seguinte, o estádio já tinha a missão de receber grandes clubes como São Paulo Botafogo, Vasco, Corinthians, entre outros. Bem diferente e impensável para as últimas gerações que só conhecem o Albertão como “um gigante esquecido”, naquela época, o público costumava ser grande. Receber 10, 20 ou 30 mil espectadores não era tão incomum quanto hoje
“O estádio tinha um ar de sorriso largo. Pensava comigo mesmo...Um time nacional e um belo estádio. Claro que tudo era envolvente, até que ao olhar para arquibancada...”
Jornalista João Eudes - Bolinhã -Especial Albertão 40 anos (Foto: Náyra Macêdo/GLOBOESPORTE.COM)Jornalista João Eudes, o Bolinha, ainda se emociona a lembrar (Foto: Náyra Macêdo/GLOBOESPORTE.COM)
Presente no jogo a convite do governador, o jornalista João Eudes, conhecido como ‘Bolinha’, saiu de Acaraú (CE) para dar início à crônica esportiva no Piauí. O jogo, além de marcar uma mudança em sua vida, também lhe resgatou péssimas lembranças. Até hoje, quando perguntado sobre aquele momento, é impossível não vir junto muita emoção.
Vivi ali o pior momento da minha vida profissional"
João Eudes, o Bolina
Dois anos antes de se mudar para o Piauí, Bolinha presenciou a tragédia na reinauguração do Estádio Fonte Nova, em 1971, à época o segundo maior do Brasil. Também originada de um boato, mais de 100 mil pessoas acharam que o estádio estava caindo. Duas pessoas morreram e mais de duas mil ficaram feridas. Presente na ocasião, o cronista esportivo da TV Rádio Clube pensava que nunca passar por uma situação parecida.
- Por sermos a única rádio que possuía televisão, conseguimos com que a nossa cabine ficasse bem ao centro. Estávamos diante de tudo. Quando vi aquilo, a sensação era de que alguém tinha colocado um saco de milho seco de cabeça para baixo. Foi essa a imagem que veio a cabeça quando vi as pessoas virem lá do alto e serem lançadas no fosso. Tirei os fones, e os gritos eram de pavor. Tremi na base e, como todo nordestino, clamei por Deus. Vivi ali o pior momento da minha vida profissional – relembra Bolinha, emocionado.
“Ajudamos a tirar gente do fosso, tinha muita cenas pesadas, gente com fraturas expostas. Eu socorri uma garotinha que morreu em meus abraços”
O elenco do Tiradentes-PI era praticamente formado por jogadores de outras cidades. Os reforços, inclusive, eram o principal atrativo daquele grupo comandado por militares. Entre os poucos piauienses, estava o goleiro Toinho, que depois chegou a atuar por vários clubes da região Sul/Sudeste, como São Paulo e o Atlético Paranaense.
- Aquele campeonato foi a apresentação do futebol piauiense ao restante do país. O Tiradentes só jogou com times grandes. As pessoas lotavam o Albertão porque o clube era muito difícil de ser batido em casa. Mas aí aconteceu aquilo que entristeceu o espetáculo. Eu tinha parentes e amigos do bairro e todo mundo foi para ver. Tive amigos que ficaram gravemente feridos. E o maior trauma foi ter que continuar o jogo depois de tirar aquele povo todo do fosso. Isso eu lembro até hoje – destaca o goleiro, também com pesar.
“Dava para perceber no rosto das pessoas o medo de ir ao Estádio depois da tragédia, o sentimento era ‘o diabo é quem vai’, mas houve uma política de convencimento”
Outro jornalista que não se esquece daquele momento de tristeza é Deusdeth Nunes, o ‘Garrincha”. Repórter de campo pela Rádio Difusora na época, o cronista deu continuidade à transmissão da emissora, mas sem a alegria e a vibração do futebol. Segundo ele, não há nada mais marcante depois de 40 anos do que a lembrança dos gritos de desespero.
- Qualquer tragédia é difícil de controlar. Fiquei tonto correndo para todos os lados com ânsia de querer informar e, ao mesmo tempo, ajudar nos regastes. Morreu muita gente ali – conta Garrincha.
Jornalista Deusdeth Nunes - Garrincha - Especial Albertão 40 anos (Foto: Náyra Macêdo/GLOBOESPORTE.COM)Jornalista Deusdeth Nunes, o Garrincha, relembra
o dia 26 de agosto de 1973: era preciso informar
(Foto: Náyra Macêdo/GLOBOESPORTE.COM)
O cronista, no entanto, detém suas críticas à situação do estádio na atualidade. Ele critica instituições e sugere soluções para que 'o Gigante da Redenção saia da situação de abandono.
- Hoje é uma falta de vergonha. Cada governo ‘passa uma mão de cal’ e diz que é reforma. O Albertão é um gigante desprezado, pois quem gere não tem afinidade com a bola, não são desportistas. A federação (de futebol) quer recuperar alguma coisa, mas não se faz futebol sem campo. A privatização seria uma solução, porque o povo vai se afastando e se esquecendo do lazer que é deles – reclama o cronista.
As críticas fazem sentido. A maior praça esportiva do Estado foi movimentada pela última vez no mês de abril, quando o Flamengo-PI recebeu o Santos em jogo válido pela Copa do Brasil, que por muito pouco não deixou de acontecer. De lá para cá, o Estádio permaneceu fechado para reformas, que ainda não foram concluídas.
O Estádio Albertão há décadas não é protagonista de alegrias. Pelo contrário. Para retornar a ativa depois de 40 anos, gestores de diversas instituições brigam judicialmente para que seja liberado.
- Os gestores deveriam deixar o Albertão preparado para receber os jogos do Campeonato Brasileiro. Faltam pouquíssimas intervenções a ser feitas, mas não existe boa vontade política. Hoje o Albertão poderia estar sendo aproveitado como o Mané Garrincha, que está recebendo os jogos do Flamengo – finaliza Toinho.

FONTE:GLOBOESPORTE.COM/PIAUI

FUTEBOL DO PIAUI 2013:ALBERTÃO COMPLETA 40 ANOS SEM TER O QUE COMEMORAR



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Header Especial Albertão - VALENDO (Foto: Arte: Adelmo Paixão)
Domingo, 26 de agosto de 1973. Teresina, Estádio Albertão. O relógio marca 26 minutos, e o árbitro pernambucano Sebastião Rufino interrompe a partida que só continuaria cerca de 40 minutos depois. A pergunta que você deve estar se fazendo provavelmente é a mesma das mais de 30 mil pessoas que acompanhavam o jogo entre Tiradentes-PI e Fluminense naquele dia: o que está acontecendo?
Estádio Albertão, em Teresina (Foto: Regis Falcão/CCom)Para a inaguração, Albertão tinha apenas três torres de iluminação. Quatro décadas depois, estádio está fechado para passar por adaptações na segurança e acessibilidade  (Foto: Regis Falcão/CCom)
Por um mal entendido, o jogo parou. O momento aguardado ansiosamente pelos piauienses virou, subitamente, palco de terror. A inauguração do Estádio Albertão até hoje é relembrada por uma tragédia. Exatamente 40 anos depois, o GLOBOESPORTE.COM/PI buscou, a partir de depoimentos e pesquisa histórica, recontar o que aconteceu naquele domingo sombrio. A reportagem é a primeira da série que resgatará os momentos mais importantes da história do maior estádio do Piauí.
Há quatro décadas, um torcendo gritava da “geral” que o Albertão estava caindo, depois de um tremor causado devido à passagem de um avião que sobrevoou o estádio. O desespero, decorrido muito porque o público sabia que naquele momento o estádio estava somente com a primeira fase de sua construção concluída, tomou conta do espetáculo. O jogo entre o Tiradentes-PI e o então campeão carioca, Fluminense, foi suspenso para que jogadores e jornalistas socorressem os feridos. São eles, inclusive, que discordam do número de mortes divulgado oficialmente. Os dados da época apotam cinco pessoas. Para quem estava no estádio naquele domingo, o número de mortos é superior aos divulgados oficialmente em uma das maiores tragédia do Estado.
“Você olhava e parecia as ondas do mar ou uma fumaça. Parecia que tudo estava se acabando. Era uma tragédia, lembro-me de ter falado exatamente isso no rádio”
Uma obra desacreditada.  A grandiosidade e o curto prazo para ser executada foi, até a data marcada para a inauguração, a principal descrença em torno dela. Depois das mudanças nos prazos, o anúncio de que seria inaugurada antes do previsto, com apenas a primeira etapa concluída, resultou em mais insegurança.
MOSAICO : 40 anos do estádio Albertão. (Foto: Náyra Macêdo)Jornal O DIA relata em suas páginas a inauguração e a tragédia do Estádio Albertão. (Foto: Náyra Macêdo)
O ‘Abertão’ foi um dos primeiros estádios dos Nordeste a ser construído naquele contexto. Era Ditadura Militar. A política dominante era a ‘do pão e circo’: os militares derramavam dinheiropara construção de estádios para oferecer uma maneira de entretenimento ao povo. Estes  esqueciam as mazelas do país.
Em tempo recorde, a ideia para a construção do estádio saiu do papel em setembro de 1971. Dois anos depois, estava agendada a inauguração para o dia sete de setembro. Mas, na contramão do que acontece no Brasil, a entrega da obra foi antecipada. Faltando pouco tempo antes de encerrar o prazo, Alberto Silva, então governador do Piauí, remarcou o momento histórico para o dia 26 de agosto de 1973. A obra foi entregue com apenas a primeira etapa concluída.
Estádio Albertão (Foto: Renan Morais/GLOBOESPORTE.COM)Estádio Albertão 40 anos depois da tragédia
(Foto: Renan Morais/GLOBOESPORTE.COM)
Na ata de assinatura do contrato entre a construtora responsável pela obra e o governo, estava detalhada a inauguração do estádio: “No dia 26 de agosto, o Albertão abrigará no mínimo 35 mil torcedores, sendo um 1 mil cadeiras cativas, 2 mil cadeiras enumeradas, 25 mil em arquibancada e 7 mil nas gerais. Para facilitar o trânsito interno, funcionarão 30 roletas nos portões de entrada e haverá 7 portões de saída. Quatro unidades efetuarão a venda de bilhetes em 24 guinches. Cinco vestiários estão prontos, sendo dois para jogadores, um para juízes, um para policiais e um para gandulas. Por fim, as estações de rádio estão divididas em 10 cabines"
Depois do Albertão, veio o Castelão, em Fortaleza (CE), o Castelão de São Luís (MA), o Amigão (PB), dentre outros. Esse fenômeno deu origem ao ditado “Onde o Arena (partido do Governo) vai mal, um time no Nacional”. Assim, cada Estado que construía grandes estádios, um time representante tinha o direito de ingressar na competição.
Foi o desejo de inscrever o Tiradentes no Campeonato Nacional, equivalente ao Brasileirão de hoje, que levou o então governador Alberto Silva a buscar condições, muitas inusitadas, para que o Piauí recebesse grandes clubes a partir daquele ano.
O anseio pelo espetáculo era tamanho que nem a tragédia o encerrou. Depois da partida entre Tiradentes-PI e Fluminense, que não poderia ter tido outro resultado além do 0 a 0, no dia seguinte, o estádio já tinha a missão de receber grandes clubes como São Paulo Botafogo, Vasco, Corinthians, entre outros. Bem diferente e impensável para as últimas gerações que só conhecem o Albertão como “um gigante esquecido”, naquela época, o público costumava ser grande. Receber 10, 20 ou 30 mil espectadores não era tão incomum quanto hoje
“O estádio tinha um ar de sorriso largo. Pensava comigo mesmo...Um time nacional e um belo estádio. Claro que tudo era envolvente, até que ao olhar para arquibancada...”
Jornalista João Eudes - Bolinhã -Especial Albertão 40 anos (Foto: Náyra Macêdo/GLOBOESPORTE.COM)Jornalista João Eudes, o Bolinha, ainda se emociona a lembrar (Foto: Náyra Macêdo/GLOBOESPORTE.COM)
Presente no jogo a convite do governador, o jornalista João Eudes, conhecido como ‘Bolinha’, saiu de Acaraú (CE) para dar início à crônica esportiva no Piauí. O jogo, além de marcar uma mudança em sua vida, também lhe resgatou péssimas lembranças. Até hoje, quando perguntado sobre aquele momento, é impossível não vir junto muita emoção.
Vivi ali o pior momento da minha vida profissional"
João Eudes, o Bolina
Dois anos antes de se mudar para o Piauí, Bolinha presenciou a tragédia na reinauguração do Estádio Fonte Nova, em 1971, à época o segundo maior do Brasil. Também originada de um boato, mais de 100 mil pessoas acharam que o estádio estava caindo. Duas pessoas morreram e mais de duas mil ficaram feridas. Presente na ocasião, o cronista esportivo da TV Rádio Clube pensava que nunca passar por uma situação parecida.
- Por sermos a única rádio que possuía televisão, conseguimos com que a nossa cabine ficasse bem ao centro. Estávamos diante de tudo. Quando vi aquilo, a sensação era de que alguém tinha colocado um saco de milho seco de cabeça para baixo. Foi essa a imagem que veio a cabeça quando vi as pessoas virem lá do alto e serem lançadas no fosso. Tirei os fones, e os gritos eram de pavor. Tremi na base e, como todo nordestino, clamei por Deus. Vivi ali o pior momento da minha vida profissional – relembra Bolinha, emocionado.
“Ajudamos a tirar gente do fosso, tinha muita cenas pesadas, gente com fraturas expostas. Eu socorri uma garotinha que morreu em meus abraços”
O elenco do Tiradentes-PI era praticamente formado por jogadores de outras cidades. Os reforços, inclusive, eram o principal atrativo daquele grupo comandado por militares. Entre os poucos piauienses, estava o goleiro Toinho, que depois chegou a atuar por vários clubes da região Sul/Sudeste, como São Paulo e o Atlético Paranaense.
- Aquele campeonato foi a apresentação do futebol piauiense ao restante do país. O Tiradentes só jogou com times grandes. As pessoas lotavam o Albertão porque o clube era muito difícil de ser batido em casa. Mas aí aconteceu aquilo que entristeceu o espetáculo. Eu tinha parentes e amigos do bairro e todo mundo foi para ver. Tive amigos que ficaram gravemente feridos. E o maior trauma foi ter que continuar o jogo depois de tirar aquele povo todo do fosso. Isso eu lembro até hoje – destaca o goleiro, também com pesar.
“Dava para perceber no rosto das pessoas o medo de ir ao Estádio depois da tragédia, o sentimento era ‘o diabo é quem vai’, mas houve uma política de convencimento”
Outro jornalista que não se esquece daquele momento de tristeza é Deusdeth Nunes, o ‘Garrincha”. Repórter de campo pela Rádio Difusora na época, o cronista deu continuidade à transmissão da emissora, mas sem a alegria e a vibração do futebol. Segundo ele, não há nada mais marcante depois de 40 anos do que a lembrança dos gritos de desespero.
- Qualquer tragédia é difícil de controlar. Fiquei tonto correndo para todos os lados com ânsia de querer informar e, ao mesmo tempo, ajudar nos regastes. Morreu muita gente ali – conta Garrincha.
Jornalista Deusdeth Nunes - Garrincha - Especial Albertão 40 anos (Foto: Náyra Macêdo/GLOBOESPORTE.COM)Jornalista Deusdeth Nunes, o Garrincha, relembra
o dia 26 de agosto de 1973: era preciso informar
(Foto: Náyra Macêdo/GLOBOESPORTE.COM)
O cronista, no entanto, detém suas críticas à situação do estádio na atualidade. Ele critica instituições e sugere soluções para que 'o Gigante da Redenção saia da situação de abandono.
- Hoje é uma falta de vergonha. Cada governo ‘passa uma mão de cal’ e diz que é reforma. O Albertão é um gigante desprezado, pois quem gere não tem afinidade com a bola, não são desportistas. A federação (de futebol) quer recuperar alguma coisa, mas não se faz futebol sem campo. A privatização seria uma solução, porque o povo vai se afastando e se esquecendo do lazer que é deles – reclama o cronista.
As críticas fazem sentido. A maior praça esportiva do Estado foi movimentada pela última vez no mês de abril, quando o Flamengo-PI recebeu o Santos em jogo válido pela Copa do Brasil, que por muito pouco não deixou de acontecer. De lá para cá, o Estádio permaneceu fechado para reformas, que ainda não foram concluídas.
O Estádio Albertão há décadas não é protagonista de alegrias. Pelo contrário. Para retornar a ativa depois de 40 anos, gestores de diversas instituições brigam judicialmente para que seja liberado.
- Os gestores deveriam deixar o Albertão preparado para receber os jogos do Campeonato Brasileiro. Faltam pouquíssimas intervenções a ser feitas, mas não existe boa vontade política. Hoje o Albertão poderia estar sendo aproveitado como o Mané Garrincha, que está recebendo os jogos do Flamengo – finaliza Toinho.

FONTE:GLOBOESPORTE.COM/PIAUI

FUTEBOL DO PIAUI 2013:PARNAHYBA FORA DO BRASILEIRÃO

25 (AFI) - O Salgueiro está classificado à próxima fase do Campeonato Brasileiro da Série D. Na tarde deste domingo, em Parnaíba, noEstádio Verdinho, o Carcará precisava de um simples empate, mas acabou vencendo por 1 a 0, o Parnahyba e confirmando ainda mais a vaga.

 Confira! 

Agora, na próxima fase o Salgueiro terá uma pedreira pela frente. Se quiser chegar à Série C, o Carcará enfrentará o Nacional, do Amazonas, num dos jogos mais complicados das oitavas de final. Por outro lado, o Gurupi, que perdeu para o Maranhão enfrentará o Plácido de Castro.
Jogo!
O Salgueiro começou o jogo em cima e logo aos oito minutos fez o seu gol. Daniel fez boa jogada e cruzou na medida para Ranieri, que se antecipou a defesa e desviou para o fundo das redes. Esta foi a única chance dos pernambucanos, que ficaram no campo de defesa, já que com o empate, avançavam à próxima fase.
Por sua vez, os piauienses tinham mais volume de jogo, tentavam chegar, mas pecavam na hora da finalização. No segundo tempo, logo no início, após cruzamento Niel tentou de voleito, mas a bola saiu rente a trave do goleiro pernambucano.
Um dos principais lances polêmicos da partida aconteceram aos23 minutos do segundo tempo. Após chute de fora da área, Mondragon espalmou para o meio da árae e Alex Paraíba desviou para o gol. Mas, o assistente anulou o lance, alegando posição irregular do atacante, revoltando a todos no banco de reservas e torcedores.
No final, os piauenses ficaram no campo de ataque, pressionaram, mas não conseguiram furar o bloqueio do Salgueiro, que saiu de Parnaíba comemorando muito a vitória e vaga na próxima fase.
 
Agência Futebol Interior
Ficha Técnica
Parnahyba0x1Salgueiro
Fase
1ª fase
Rodada
10ª
Data
25/08/2013
Horário
16h00
Local
Estádio Verdinho, em Parnaíba
Árbitro
Andrey da Silva E Silva (PA)

Assistentes
Marcos da Silva Brigido (CE) e Arnaldo Rodrigues de Souza (CE)
 
Gols
Salgueiro: Ranieri 9' 1T
Parnahyba
Boré;
Rian, Marcos Gasolina, Eridon e Barata;
Damison, Jamesson, Cleitinho e Ramon;
Alex Paraíba e Júnior Minero (Raiff).
Técnico: Paulo Moroni
Salgueiro
Mondragon;
Marcos Tamandaré, Ricardo Braz, Ranieri e Daniel;
Aylton Alemão, Moreilândia (Rodolfo), Vitor Caicó e Clébson (Yerien);
Élvis e Fabrício Ceará.

Técnico: Marcelo Chamusca


FONTE:FUTEBOLINTERIOR.COM.BR

PREVISÃO DO TEMPO NAS PRINCIPAIS CIDADES DO PIAUÍ

Globo e Band